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Vinhos
Moscatel
de Setúbal
 


 
 
   
 
DO Setúbal
(inclui as menções tradicionais Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo)
 
A Península de Setúbal é uma região pioneira na elaboração de produtos vinícolas de reconhecida qualidade, como é o caso do Moscatel de Setúbal, vinho generoso cuja área produtiva se encontra delimitada desde 1907, não obstante a sua produção ser bastante anterior. Já, em Setembro de 1875, Ferreira Lapa, na sua 6ª conferência sobre vinhos, ao concluir o estudo sobre a Estremadura, refere “ a notável e importante comarca vinhateira de Setúbal, a região privilegiada do moscatel com reputação na Europa e nome feito em Portugal, onde bem poucos nomes se fazem”.

O prestígio deste vinho não é, no entanto, fruto do acaso, se levarmos em linha de conta a sua qualidade ímpar, a genuinidade entre os seus pares, a delicadeza e o perfume, a longevidade e a subtileza, a elegância e a modernidade dos seus componentes.
 
Os vinhos com denominação DO Setúbal são produzidos numa região geográfica delimitada pelos concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo e a freguesia do Castelo pertencente ao município de Sesimbra.

Existem dois tipos de vinhos generosos com direito à denominação de origem controlada Setúbal (DO Setúbal): o produzido com castas brancas, onde a casta Moscatel de Setúbal está obrigatoriamente presente numa percentagem igual ou superior a 67%, e o produzido com castas tintas, onde a casta Moscatel Roxo está presente com uma percentagem mínima de 67%. As designações tradicionais «Moscatel de Setúbal», «Moscatel Roxo» ou «Roxo» só podem ser usadas quando estas castas contribuam com, pelo menos, 85% do mosto utilizado.


DO Setúbal, branco, ou Moscatel de Setúbal

Este vinho generoso é caracterizado pelas suas especiais qualidades de aroma e sabores peculiares e inconfundíveis, resultantes das castas, em particular da casta Moscatel de Setúbal, que é considerada a casta mais aromática do mundo e das condições edafo-climáticas. De cor dourada, que vai do topázio claro ao âmbar, e aroma floral exótico, insinuando a flor de laranjeira e a tília, por vezes rosas, com toques de mel, citrinos, líchias, pêras e tâmaras nos vinhos novos e aromas mais complexos e subtis com notas de frutos secos como avelãs, amêndoas e nozes, nos mais velhos.

Vinho generoso cuja excelsa qualidade há muito é reconhecida. Já, em 1867, João Inácio Ferreira da Lapa, conceituado especialista em matéria vitivinícola, na sua publicação «Memória sobre os processos de Vinificação» escreve assim “Em Azeitão, a duas léguas de Setúbal, existe a famosa lavra dos nossos melhores moscatéis, pertencente ao Exmo. Senhor José Maria da Fonseca, enólogo de grande saber e habilidade, que tem conseguido aperfeiçoar esta especialidade a tal ponto, que se pode sem lisonja dizer, que não tem rival nem dentro, nem fora do país”.

Em 1855, na Exposição Universal de Paris, o Moscatel de Setúbal da José Maria da Fonseca foi distinguido com uma medalha de ouro.

DO Setúbal, tinto, ou Moscatel Roxo ou “Roxo”

Este vinho generoso possui um aroma mais seco e complexo do que o Moscatel de Setúbal, mas não menos rico, à prova excede as expectativas criadas pelo aroma exibindo um paladar finíssimo onde ressaltam as especiarias e as compotas de ginja e figo. Referido por Ferreira da Lapa como a “Quinta Essência dos Moscatéis”. Visconde de Villa Maior (1875) refere que "há uma variedade pequena, de boa produção, que fornece o excelente Moscatel roxo de Setúbal”.


+ Legislação DO Setúbal

+ Portaria 346-2015

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