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Gastronomia de Setúbal

Para podermos apreciar da melhor forma o vinho, encontramos na Península de Setúbal grande diversidade de especialidades gastronómicas. Com o mar e os estuários do Tejo e do Sado a emoldurar grande parte de região, não é de estranhar a riqueza em receitas de peixe e mariscos, tendo nos concelhos que a constituem pratos tradicionais e conceituados. Sesimbra e Sines, em particular, contribuem para esta grande variedade de produtos do mar.

Setúbal é uma cidade piscatória, famosa pela sua sardinha, cuja qualidade ímpar foi reconhecida, em 2011, quando a Sardinha Assada de Setúbal foi eleita como uma das "7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa". Mas não só, quando se fala em peixe assado não podemos

 

esquecer os, também famosos, carapaus manteiga, peixe-espada, besugos, douradas, robalos, sargos, linguado, cherne e a garoupa. Não menos conhecidas são também as caldeiradas, as sopas do mar, os salmonetes à Setubalense, o choco frito, feijoadas e saladas; de choco e polvo, as massadas de peixe, o camarão e a santola do rio, as amêijoas, navalheiras, vieiras, navalhas, búzios, lingueirão, conquilhas e as ostras. Sem esquecer as enguias que em ensopados e caldeiradas ou, simplesmente, fritas fazem as delícias dos gastrónomos. Vários restaurantes a elegeram como prato-bandeira da casa, e no Montijo, mais concretamente na povoação de Lançada deu mesmo origem a uma das “catedrais” gastronómicas da Península de Setúbal a “Casa das Enguias”.
 
 

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Pratos Tradicionais

São ainda muito apreciados os pratos à base de marisco para os quais se utilizam os mariscos autóctones. Embora a gastronomia local assente em pratos de peixe, a migração de população das regiões do Alentejo e Algarve trouxe alterações à gastronomia com a introdução de novos pratos de carnes e aves, de açordas e cataplanas que se adaptaram a mariscos e peixes, não esquecendo o tão apreciado arroz de lingueirão e os filetes de peixe-galo com açorda de ovas.

Nos pratos de carne a variedade não é menor, os vários concelhos que constituem a Península de Setúbal contribuem, cada um com as suas especialidades, assim pode escolher entre uma galinha de cabidela, pato no forno com arroz, codornizes, ensopado de borrego, coelho com feijão encarnado, lombinhos de porco com açorda, entrecosto com migas, um bom cozido à portuguesa e as salsichas frescas à montijense, entre outros.

 

Nos acompanhamentos temos ao dispor uma profusão de legumes frescos e saladas, pois a frescura das terras húmidas do estuário do Sado favorece a produção hortícola.

Quem nos visitar tem de provar a afamada laranja de Setúbal e a típica maçã riscadinha de Palmela.

Consta que um dos petiscos nacionais, neste caso, os Caracóis, têm na Península de Setúbal o seu berço. Se um dia alguém reconstituir a história do caracol, como manjar, no nosso país, reconhecerá ter sido a partir de Setúbal que o seu consumo se generalizou.
 
 

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Produtos Regionais

Os queijos são fundamentalmente de ovelha, e têm o seu expoente máximo no delicioso queijo de "Azeitão DOP", sem desmerecer o queijo saloio, também de ovelha, que aqui pode encontrar.

Nos produtos regionais além do Queijo de Azeitão destacam-se a Manteiga de Ovelha e o Pão rústico cozido em forno de lenha.

No que diz respeito à Doçaria, esta é das regiões mais afamadas do País. A tradicional e diversa doçaria de Setúbal, à base de laranja, que quase se perdeu, está agora em recuperação; é o caso do São Filipe, pastel requintado e delicioso onde não falta, entre outros ingredientes regionais, a laranja.



De Azeitão, as deliciosas tortas, os Amores e os Esses e os Queijinhos de ovos e amêndoa.

Do Montijo (Aldeia Galega do Ribatejo, até 1930) os Aldeanos-deliciosos bolinhos de amêndoa e gila, as Queijadinhas de Leite, Pudim de Vinagre e o Bolo de Milho. Palmela contribui com os Santiagos, Palmelenses, Queijadas de Requeijão, o Arroz Doce com leite de ovelha e as fogaças.

De Alcácer do Sal as pinhoadas com mel, tartes de pinhão e mais doçaria à base de pinhão e de batata-doce.

 
 

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Harmonização


 
 
A grande diversidade e qualidade das castas que podem ser utilizadas na elaboração destes vinhos proporcionam a produção de vinhos regionais de destacada qualidade e diferentes características, que podem ir ao encontro de uma vasta gama de preferências dos consumidores.
 
Vinhos Brancos e Rosés da Península de Setúbal e Gastronomia

Os vinhos brancos e rosados da Península de Setúbal são aromaticamente expressivos, harmoniosos, com boa estrutura, elegantes e frutados. São parceiros ideais para pratos aromáticos de peixe, ou marisco, como a caldeirada, os arrozes e as massadas, tudo bem temperado com as ervas aromáticas tão do nosso agrado. Também acompanham na perfeição comida étnica, como a italiana.
 
 
 

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Vinhos Tintos

Os vinhos tintos da Península de Setúbal são gulosos, de cor intensa, aroma cheio, redondos, com taninos bem maduros, envolventes e bastante apelativos. Encantam logo ao primeiro contacto e são a companhia ideal para dois dedos de conversa, para comida quente de picoteio, a moderna “finger food”, para acompanhar todo o tipo de carnes ou peixes gordos e os mais variados queijos.
 
 
 

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Vinhos Licorosos, Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo 

O Moscatel de Setúbal é uma Denominação de Origem centenária e os seus vinhos, dos mais prestigiados vinhos generosos portugueses, têm fama aquém e além-fronteiras. A primeira distinção internacional, oficial, ocorreu em 1855, na Exposição Universal de Paris, quando o Moscatel de Setúbal da José Maria da Fonseca foi distinguido com uma medalha de ouro.

 
 

O Moscatel Roxo de produção mais limitada é por isso menos conhecido do que o branco. No entanto, não menos apreciado, Ferreira Lapa, em 1875, chamou-lhe “a Quinta-essência dos moscatéis”.

Delicie-se com um Moscatel de Setúbal jovem na companhia de aperitivos e acompanhe doces e queijos, com um Moscatel de Setúbal, ou um Moscatel Roxo, enriquecido por alguns anos de evolução e sinta o prazer inimitável que lhe pode proporcionar.